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quinta-feira

Hydesville



"Recordas a Belém de nossa fé, Manjedoura feliz do Espiritismo!"

Nas telas sucessivas da verdade,
Brilharás como estrela para os povos
Na alegria recôndita que invade
A existência ideal dos homens novos!


Todo o roteiro espírita cristão
Algo de teu caminho nos descerra;
Concha acústica da Revelação,
Teus raps ecoaram pela Terra!


Contigo, um lar humilde e ignorado
Trouxe o verbo do Além, sereno e forte,
Revelando às Nações, em grande brado,
Para a glória da vida que há na morte.


Três jovens médiuns contra os preconceitos
Venceram emboscadas e sofismas,
Mostrando aos olhos cegos e imperfeitos
Lições da Antigüidade noutros prismas.


Fulguras como excelsa encruzilhada
Aos destinos humanos sofredores,
E és ainda a baliza iluminada
Por doce lenitivo às nossas dores.


Hydesville! Saudamos-te de pé,
Na luta contra as sombras do ateísmo!
Recordas a Belém de nossa fé,
Manjedoura feliz do Espiritismo!


Waldo Vieira. Pelo Espírito Leôncio Correia. 
Poema recebido pelo médium Waldo Vieira, em 7/11/1960, 
na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, MG.

Paz a todos!

domingo

Nosso Irmão


Se alguém te fala na rua,
Deitando lamentação,
Não passes despercebido,
Escuta, que é nosso irmão.

Ouviste o parente em casa,
Gritando em voz de trovão,
Não te aborreças por isso,
Tolera, que é nosso irmão.

Transformou-se o companheiro...
Agora, rixa, brigão.
Não te afastes, nem censures,
Suporta, que é nosso irmão.

O amigo a quem mais estimas 
Ofendeu-te sem razão...
Não te dês ao derrotismo:
Perdoa, que é nosso irmão.

Padece e chora o vizinho
Problemas em profusão,
Não te demores no auxilio;
Coopera, que é nosso irmão.

Enxergaste o pequenino,
Sem roupa, sem lar, sem pão.
Não permaneças de longe,
Acolhe, que é nosso irmão.

Viste o doente sozinho
No braseiro da aflição; 
Não percas tempo em conversa,
Socorre, que é nosso irmão.

Tiveste do adversário
Pedradas de ingratidão...
Calando, segue servindo;
Desculpa, que é nosso irmão.

A quem te peça um favor,
Embora dizendo "não",
Sem grita e sem aspereza,
Atende, que é nosso irmão.

Diante de todo aquele
Que sofre na provação,
O Cristo pede em silêncio: 
- "Ampara, que é nosso irmão".


Pelo Espírito Casimiro Cunha
Médium Chico Xavier

terça-feira

Se Há Tanta Paz...


Se há tanta paz no azul que o céu abriga,
E há tanto azul que tanto bem nos faz,
Se há tanto azul e há tanto céu, me diga
Por que é que o homem não encontra a paz? 

Se há tanta paz no verde-mar da onda
Que faz-se verde e em branco se desfaz,
Se há tanta onda pelo mar, responda:
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz no olor das multicores
Flores: orquídeas, rosas, manacás...
Se há tanta paz em cada flor e há tantas flores
Por que é que o homem não encontra a paz? 

Se há tanta paz nos cânticos suaves
Que entoam na alvorada os sabiás,
Se há paz num canto de ave e há tantas aves,
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz na brisa que desliza
Sobre as folhagens, tímida e fugaz;
Se há tanta paz na brisa e há tanta brisa,
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz nas expressões tão mansas
Que ao vir ao mundo uma criança traz,
E cada dia existem mais crianças,
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz nos corações com fé
Que atrai o bem e afasta as coisas más,
Então oremos juntos, todos de pé,
Para que o homem encontre um dia a paz!


*Autora: Luna Fernandes*

Muita Paz!

Cantiga da Gratidão


O céu te recompense, alma querida,
Porque ouviste o convite do Senhor 
E nos trouxeste paz e luz à vida 
Pela bênção do amor. 

Deus te enriqueça as mãos ternas e ativas, 
Mãos que buscam Jesus no irmão triste e sem nome, 
Dissipando a penúria que o consome 
Ao calor da bondade que cultivas. 

Deus proteja a brandura a que te entregas, 
Quando desculpas de expressão serena 
Aquela mesma voz que te condena, 
Desconhecendo as dores que carregas. 

Deus te abrilhante a ideia justa e boa 
Com que ouves ofensas sem guardá-las, 
Para dizer somente no que falas 
Aquilo que edifica e que abençoa. 

Deus te ampare na fé que te sustém 
Ao enxugar as lágrimas alheias, 
Em tudo quanto inspiras e semeias 
Nas tarefas do bem. 

Deus te guarde na fé que te conduz 
Vencendo tempo e luta, sombra e 
Porque contigo a vida se renova 
Atendendo a Jesus.

*Maria Dolores*

quarta-feira

Quando Vier a Primavera



Quando vier a Primavera, 
Se eu já estiver morto, 
As flores florirão da mesma maneira 
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. 
A realidade não precisa de mim. 

Sinto uma alegria enorme 
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma 

Se soubesse que amanhã morria 
E a Primavera era depois de amanhã, 
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. 
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? 
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; 
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente, 
Porque tudo é real e tudo está certo. 

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. 
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. 
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. 
O que for, quando for, é que será o que é. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
*Heterônimo de Fernando Pessoa*

terça-feira

Primavera


A primavera no prado
Toda vestida de flores 
Trouxe lençóis multicores 
Que brilham ao sol dourado.

Parece a festa das cores 
No caminho perfumado, 
Para a alegria do arado 
E paz dos trabalhadores.

Minúsculos passarinhos 
Entoam, nos altos ninhos, 
Cantos de amor e inocência...

João de Deus // Chico Xavier

Que setembro, o mês das flores, 
traga muita PAZ para o mundo!!

**beijinhos de paz**

segunda-feira

Algo Mais no Natal


Senhor Jesus!
Diante do Natal, que te lembra a glória da manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo à fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro de tua paz;
a palavra da Boa Nova
e a confiança no futuro!…

Entretanto oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!…

Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade, para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

*Emmanuel / Chico Xavier*

quinta-feira

A Lenda da Rosa


Dizem que quando a Terra começava
A ser habitação de forças vivas,
Nas telas primitivas,
Tudo passara a ser agitação de festa;
As cidades nasciam
Em singelas aldeias na floresta...
A beleza imperava,
O verde resplendia,
Toda a vegetação se espalhava e crescia,
Dando refúgio e proteção
Aos animais,
Do mais fraco ao mais forte...
O progresso ganhava as marcas de alto porte.

No campo, as plantas todas
Respiravam felizes,
Da folhagem no vento à calma das raízes;
Era um mundo de belos resplendores,
Adornado de flores,
Com uma estranha exceção.
Tão-somente, o espinheiro,
Era triste e sozinho
Uma espécie de monstro no caminho,
De que ninguém se aproximava,
Todo feito de pontas agressivas,
Recordando punhais de traiçoeiro corte,
Que anunciavam dor e feridas de morte.

De tanto padecer desprezo e solidão,
Um dia, o espinheiral
Fitou o Azul Imenso e disse em oração:
- Senhor, que fiz de mal
Para ser espancado e escarnecido,
Todos me evitam cautelosamente
Como se eu não devesse haver nascido...
Compadece-te, oh! Pai, da penúria que trago,
Terei culpa das garras que me deste?
Acendes astros mil para a noite celeste,
Vestes a madrugada em mantilhas vermelhas,
Dás lã para as ovelhas,
Inteligência aos cães, cântico às neves,
Estendeste no chão a bondade das fontes
Que deslizam suaves
Na força universal com que desdobras,
A amplitude sem fim dos horizontes,
Em cujo místico esplendor
Falas de majestade, paz e amor...
Não me abandones, Pai, às pedras dos caminhos,
Se posso, não desejo
Oferecer somente espinhos...
Quero servir-te à obra, aspiro a ser perfume,
Inspiração e cor, harmonia e beleza,
Para falar de ti nas leis da Natureza.

Dizem que Deus ouviu a inesperada prece
E notando a humildade e a contrição do espinheiral,
Mandou que, à noite, o orvalho lhe trouxesse
Um prodígio imortal.
Na seguinte manhã, logo após a alvorada,
Por entre exalações maravilhosas,
O homem descobriu, de alma encantada,
Que Deus para mostrar-se o Pai e o Companheiro, 
Atendendo a oração pusera no espinheiro
A primeira das rosas.

*Maria Dolores:Chico Xavier*

segunda-feira

A Subida


Disse-nos o Senhor:
-“Quem quiser encontrar-me
Tome a sua cruz e siga-me onde eu for...”
E um homem que o seguiu, sem queixa e sem alarme

Observou que o lenho o constrangia...
Caminhou, mas não mais na antiga estrada,
A cruz era pesada
Na marcha, dia-a-dia...

Perdeu de vista a risonha paisagem,
Na qual usufruíra o amor de sua gente...
Precisava escalar rude montanha na viagem
E se reconhecia, a sós, agarrando-se à frente.

Embora a cruz lhe desse chagas e cicatrizes,
Conseguiu falar, fraternalmente,
Reconfortando, os tristes e infelizes...
Levantava os caídos,

Doava nova força aos fracos e aos doentes.
Consolava os leprosos esquecidos,
Regenerava os delinqüentes...
Em muitos trechos da subida,

Tratavam-no por louco e davam-lhe pedradas...
Deprimiam-lhe a vida...
Quanto insulto e suplício nas estradas!...
No entanto, ele subia...

Trazia o Cristo em luz na própria mente.
Não tinha acessos de melancolia
E, sim, uma alegria diferente...
Mas chorava, por vezes, de cansaço,

A sentir, sob os pés, o vigor dos espinhos.
Refazia-se, vendo o Azul do Imenso Espaço
E ouvindo a voz do Céu na voz dos passarinhos...
Alcançando, porém, o cimo da montanha 

Notava-se-lhe os pés rasgados e sangrentos,
E o corpo lacerado
De atrozes sofrimentos...
Mesmo assim, agradeceu ao Cristo Amado

A viagem temível...
Para atingir o topo de alto nível...
Chegando ali, porém, vê, com assombro e atenção,
Que a Terra já não tem com ele ou sobre ele

O poder de atração...
Sentia-se envolvido em súbita leveza,
Respirando, feliz, a paz da natureza...
Reconhece que o tronco vertical do grande lenho

Transformara-se em delicado engenho
E que os braços da cruz
Eram asas de luz...
Tentou andar, mas sem querer,

Na alegria que o invade,
O homem que seguira os passos do Senhor,
Planou além, no além, buscando a Imensidade 
Inflamado de amor.

Maria Dolores // Chico Xavier

sábado

BALADA MATERNAL


Age buscando o bem, alma querida!
Passa na vida a semear dulçores...
Colherás flores em quaisquer caminhos,
Terás carinhos em crisóis de dores!

Tu que não crês no mal, segue cantando,
Bênçãos plantando nos sendais agrestes...
Se tuas vestes mil espinhos rasgam,
Teu peito afagam vibrações celestes!

Se lágrimas rebrilham-te nos olhos,
Vence os abrolhos com gentil sorriso...
Guarda no aviso o coração desperto,
Pois fulge perto o Sol do Paraíso!

Entre os acúleos da escarpada via,
Doce alegria os passos te conduz...
A cruz é a porta de esplendentes eras,
Nas primaveras da celeste luz!

Segue, portanto, coração querido,
sem dar ouvido a mágoas ou temores...
Após as dores da escalada ingente,
Terás somente o amor dos teus amores!

Pelo Espírito Letícia
Médium Hernani T. Sant’Anna

DEPRESSÃO


Dizes que sofres angústias
Até mesmo quando em casa,
Que a tua dor extravasa
Nas cinzas da depressão.
Que não suportas a vida,
Nem te desgarras do tédio,
O fantasma, em cujo assédio
Afirma que tudo é vão.

Perto da rua em que moras
Há uma viúva esquecida,
Guarda o avô quase sem vida
E três filhinhos no lar;
Doente, serve em hotel,
Trabalha na rouparia.
Busca o pão de cada dia,
Sem tempo para chorar.

Não longe triste mulher,
Num cubículo apertado,
Chora o esposo assassinado
Que era guarda de armazém...
Tem dois filhinhos de colo.
Por enquanto, ainda não sabe
O que deve fazer da existência.
Espera pela assistência
Dos que trabalham no bem.

Um paralítico cego,
Numa esteira de barbante,
Implora mais adiante
Quem lhe dê água a beber...
Ninguém atende... Ele grita,
Na penúria que o consome,
Tem sede e febre, tem fome,
Sobretudo quer morrer.

Depressão? Alma querida,
Se tens apenas tristeza,
Se te sentes indefesa,
Contra a mágoa e dissabor,
Sai de ti mesma e auxilia
Aos que mais sofrem na estrada.
A depressão é curada
Pelo trabalho do amor.

Espírito Maria Dolores
Médium Chico Xavier

A Dor


Irmãos e amigos meus! Se o sofrimento
Transpuser os umbrais do vosso lar,
Não levanteis aos céus vosso lamento,
Nem ouseis contra a sorte blasfemar:
São erros de um passado turbulento,
Que ele quer reparar.

Nessa noite trevosa do passado,
Quantos erros deixamos de remir!
E quantos cometemos no agitado
Correr de anos que vimos submergir,
Fantasmas que nos seguem lado a lado,
Na senda do porvir!


Abel Gomes // Chico Xavier

domingo

QUANDO ME DIZES NÃO


Agradeço, senhor
Quando me dizes "não"
Às súplicas indébitas que faço,
Através de oração .

Muitas daquelas dádivas que peço
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos 
Na senda que me deste a percorrer.

De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho.
Mero capricho, simples algazarra
Que me escapam do orgulho...

Existem privilégios que desejo.
Reclamando-te o "sim"
Que, se me florescessem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.

Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.

Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.

Não me escutes as exigências loucas,
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir com meu dever.

Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes "não"com teu amor
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, senhor!...

Maria Dolores // Chico Xavier

abçs,

segunda-feira

A LAGARTA


Árvore é grande e bela,
Mas, na copa que se alteia,
Intromete-se a lagarta
Escura, disforme e feia.

No tronco maravilhoso
Folhas verdes, flores mil. . .
O traço predominante
É a nota primaveril.

E basta uma só lagarta
De minúscula expressão,
Por fazer, na árvore toda,
Estrago e devastação.

De fato, o conjunto verde
É nobre, forte e preciso;
Mas, em todos os detalhes,
Há sinais de prejuízo,

A lagarta rastejante,
Mostrengo em miniatura,
Vai de uma folha a outra,
Dilacerando a verdura.

As flores, embora belas,
Perfumosas e garridas,
Aparecem deformadas,
Nas corolas carcomidas.

O passeio da lagarta,
Que demora e persevera,
Perturba toda expressão
Da filha da primavera.

Por mais que enflore e se esforce,
A árvore peregrina
Trai, aos olhos, a existência
Do verme que a contamina.

Encontramos na lição,
Desse pobre vegetal,
O homem culto e bondoso
Com o melindre pessoal

Há muitas almas na Terra,
De feição nobre e segura,
Mas o melindre é a lagarta
Que as persegue e desfigura.


Casimiro Cunha

quinta-feira

Sobe o Monte


Sobe o monte, meu amigo,
Transpõe os próprios assombros... 
Sobe este monte escarpado 
Levando o madeiro aos ombros! 

Segue esta estrada bendita 
Que às Alturas te conduz 
Por entre pedras e espinhos 
Nas pegadas de Jesus. 

Deixa o vale e sobe o monte! 
Perdoa a mais rude ofensa. 
Quem sofre e ama na Terra 
Tem o Céu por recompensa. 

Sobe o monte, passo a passo... 
Acalma em teu peito aflito 
O coração que soluça 
Ante a visão do Infinito. 

Caminha e não te detenhas, 
Rumo ao sublime horizonte... 
Se procuras por Jesus, 
Deixa o vale e sobe o monte! 

Pelo Espírito de: Eurícledes Formiga 
Psicografia de: Carlos A. Baccelli 

Livro: Ao Pé da Luz 

Paz a todos...

Consciência e Jesus


Meu irmão, muita cautela
Com a “fera” do passado, 
Dragão que convém manter 
Dentro do peito trancado. 

Disciplina os teus impulsos, 
Faze calar o “homem velho” 
Que insiste em falar mais alto 
Que a voz do próprio Evangelho. 

Não te soltes por aí 
No mal que sejas capaz, 
Promovendo imenso estrago 
Em teu plantio de paz. 

Não retornes ao que foste... 
Segue adiante mesmo assim, 
Sabendo que a tua luta 
Inda está longe do fim. 

Desenvolvendo a autocrítica, 
Busca encontrar na humildade 
O teu ponto de equilíbrio 
Para viver a Verdade. 

Não olvides, hora alguma, 
A palavra que pondero: 
Quem pára de trabalhar 
Sempre volta à estaca zero. 

O teu labor na Doutrina 
É compromisso de luz 
Que assumiste, a sós, contigo 
E o Mestre Amado Jesus! 

Pelo Espírito de: Euricledes Formiga 
Psicografia de: Carlos A. Baccelli

Paz a todos...

domingo

IMPRESSÕES DEPOIS DA MORTE


Recebi sua pergunta,
Meu caro Tito Belém,
Sobre os momentos primeiros
De nossa vida no Além.

A pergunta é pequenina,
No assunto como se aponta.
Mas a resposta, a rigor,
Seria livros sem conta.

A morte é assim, qual a vida:
Renovação sem atraso...
Cada vida – nova história,
Cada morte – novo caso.

Embora o pouco que diga
Naquilo que eu não sabia,
Posso falar, de algum modo,
Sem muita filosofia.

Entre os que deixam a Terra,
Vê-se enorme diferença ;
Cada pessoa que parte
Está naquilo que pensa.

Quem viveu para o trabalho,
Sempre em serviço constante,
Estudando e construindo,
Não pára, segue adiante...

Entretanto, a maioria
Continua, muitas vezes,
Nos caprichos preferidos,
Por muitos e muitos meses.

Recorde nessa matéria,
O nosso amigo João Pio :
Morreu no abuso da pesca
E vive à beira do rio.

Anita do apego aos ouros,
No Roçado das Gibóias,
Sem corpo vive atracada
Em velha caixa de jóias.

Finou-se em brasas da ira,
O nosso Adálio Godinho.
Hoje, é um fantasma de casa,
Gesticulando sozinho.

Morreu apostando em bichos
O nosso Cecílio Luz.
Desencarnado ele clama
Por touro, cabra e avestruz...

Atarracado à cobiça
O Antonico do Hemetério,
Sem corpo, enxerga diamantes
Nas pedras do cemitério.

Bebia em caneco grande
Teotônio de Xique-Xique.
Desencarnado, deitou-se
Quase à frente do alambique.

Agarrado a bois de preço
Finou-se Juca Beiral.
Sem corpo, é um rondante aos gritos
Fiscalizando o curral.

Vivendo de sombra e rede,
Morreu Flausina da Granja.
Hoje é um fantasma de leito,
Pedindo prato de canja.

Tiro lá, tiro de cá,
Tombou Lino Santarém.
Desencarnado, quer briga,
Mas já não acha com quem.

Morreu perseguindo a muitos
Nhô Nico de João da Venda.
De tanta culpa ele é hoje
Assombração na fazenda.

Parada em sono e doença
Faleceu Joana Mangaba.
Depois da morte, carrega
Doença que não se acaba.

Sempre fugiu do trabalho
Dona França da Abadia.
Sem corpo, ela própria clama
Que sofre paralisia.

A Lei de Deus, caro amigo,
É clara, simples, segura...
Tudo o que temos na vida
É aquilo que se procura.

Deus nos inspire e nos guarde,
A verdade é isso aí...
Cada qual acha na morte
Aquilo que fez de si.

Cornélio Pires

Do livro Amanhece. 
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado

À Mãe Cristã


À Mãe Cristã

O mundo será feliz
quando a mulher, sem receio,
abrir a porta da casa
aos órfãos do lar alheio.

Irene Sousa Pinto


Mãe feliz, aguça o ouvido
ante os que vão sem ninguém...
Cada pequeno esquecido
é teu filhinho também.

Rita Barém de Melo


Não olvides que a criança,
no caminho, vida a fora,
vai devolver-te, mais tarde,
o que lhe deres agora.

Casimiro Cunha


Mãezinha - planta celeste,
anjo que chora sorrindo -,
teu filho é a flor que puseste
no ramo de um sonho lindo.

Meimei


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. 
Paz a todos...

quinta-feira

Meu Amigo


MEU AMIGO

Para servir com Jesus
Na seara do Evangelho,
É preciso abandonar
As manhas do homem velho.


O discípulo sincero,
Nos caminhos redentores,
Por enquanto, encontrará
Mais espinhos do que flores...

Esse logo desanima
Ao primeiro contratempo,
Mas se tudo corre bem
Alega falta de tempo.

Aquele quer cultivar
Amor na gleba da fé,
Encontrando tiririca,
Larga a pá e dá no pé.


Outro suplica na prece
Ser médium no Espiritismo,
Quando atendido, reclama
Cefaléia e reumatismo.

Não devemos criticar...
Na Terra, foi sempre assim,
Na hora do vamos ver
É choro do início ao fim.

Mas a Verdade é um luz
Soberana, clara e forte,
Que o homem contemplará
Face a face, além da morte.


Aqui de nada nos vale
Queixa, tristeza ou desculpa.
O que nos resta fazer
É assumir a nossa culpa.

Quem cruza os braços no mundo
E o próprio tempo aniquila,
De uma nova encarnação
Terá que enfrentar a fila.

Se você tem com Jesus
A bênção de trabalhar,
Meu amigo, siga em frente
E pare de reclamar!

Eurícledes Formiga

Do livro: Brilhe Vossa Luz
Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Baccelli
Espíritos Diversos

abçs,

Cotovia Triste

 
COTOVIA TRISTE

No seu canto amigo,
Sinto florir a natureza,
A semente no solo cresce e
Torna um tapete verde de esperança.
A flor que brota entre espinhos
Perfuma tudo ao seu redor
E ninguém se lembra
Dos seus espinhos protetores.

O charco se cobre de verde
E flores brancas perfumam,
Cercando o lodo de alvura.

Eu escuto seu canto amigo,
Senhor.
Porque o bem é cantiga de ninar a dor
O bem é sinfonia eterna de Amor.

Escuto seu canto na tarde mansa
E me sinto feliz, Senhor.

Seu canto é compreensível
Para todos os corações aflitos,
Para os corações alegres e felizes.

E na nudez que a solidão impõe,
Sinto seu canto de paz e amor chegar
Eu me quedo a pensar...
A pensar...


Espírito Cotovia Triste (Pseudônimo)

Psicografia de Shyrlene Soares Campos
Fonte Livro "O Canto da Cotovia"

abraços fraternos