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sábado

Doce Paralítica


DOCE PARALÍTICA

Preito de amor à irmã aprisionada no leito há trinta anos...

Revejo-te a brilhar no fausto de outras eras...
No tronco de cetim, sob o dossel de opalas,
Gravas horrendas leis, e o povo, ao proclamá-las,
Deita pranto e suor nas provações severas...

Ninfa adulada e loura, em róseas primaveras,
Fragrâncias orientais suavíssimas trescalas,
E contraste, irrisão! Quando surges e falas,
Epopéias de dor em fúria transverberas...

Depois de longo tempo, augusta soberana,
Encontrei-te a chorar... Tristonha ruína humana,
Enferma e sem ninguém que te incense ou idolatre!


Mas reencarnada, assim, desditosa e esquecida,
Lavaste o coração, purificaste a vida
E fulgas qual estrela entre as sombras do catre!


Antônio Valentim da Costa Magalhães

abçs e paz.