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segunda-feira

Enquanto Houver Amizade



Um professor perguntou, certa vez, a um de seus alunos qual era o significado da palavra amigo.

O menino não soube, de pronto, responder.

Ficou, por alguns momentos, em silêncio e, por fim, repetiu a palavra amigo separando devagar as sílabas

O professor, porém, insistiu: Vamos! Responda-me. Que significa a palavra amigo?

Ao fim de dois ou três minutos, então, o jovem respondeu:

- Penso que amigo é uma pessoa que nos conhece perfeitamente, sabe da nossa vida e, apesar de tudo, ainda nos quer muito bem!

- Bravo! – exclamou o mestre – eis uma resposta que me parece simples e perfeita! Um dos tesouros mais preciosos na vida é a boa amizade! – terminou dizendo ele com vibração.

“A amizade redobra as alegrias e reparte as penas em duas metades.

A amizade é um raio de sol que ilumina a vida. Não há rosto por mais imperfeito, nem espírito por mais sofredor, que um relâmpago da verdadeira amizade não possa tornar encantador.

A amizade é um sentimento raro; só são capazes de senti-lo aqueles que são capazes de inspirá-lo.”

Eis as palavras do escritor Malba Tahan, elevando à sublimidade este laço bendito que nos une ao próximo.

Talvez apenas a arte, tocada pelo condão da espiritualidade, consiga trazer em versos pronunciáveis, o que a amizade significa para o espírito.

Eis um poema de autor desconhecido:

*******
“Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de uma forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos, e nos lembraremos para sempre.”

*******
A dádiva de um coração amigo é sempre acolhida com benevolência.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

A amizade pura é uma flor que nunca fenece.

Talvez tenha sido por isso que o filósofo francês Voltaire disse:

"Todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel."


Equipe de Redação do Momento Espírita

terça-feira

Abraço de Filho


Abraço de filho deveria ser receitado por médico.

Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.

Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.

Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...

Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.

E nada como o abraço de um filho...

Abraço de Eu amo você. Abraço de Que bom que você está aqui. Abraço de Ajude-me.

Abraço de urso. Abraço de Até breve. Abraço de Que saudade!

Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar.

Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.

E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.

Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.

O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.

Se a alta tecnologia – mal aproveitada – nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.

Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.

Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.

O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.

É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.

E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos.

Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.

E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas.

Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergenciais.

Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.

Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.

Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.

* * *

Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?

Aprendamos a abraçar com o pensamento.

O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma.

São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.

Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós.


*Redação do Momento Espírita*
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quinta-feira

Abortamento Eugênico


Leve-o para casa e dê-lhe amor! Recomendou o especialista do hospital.

Aquela mãe entendeu, sem que o médico precisasse completar o evidente: Enquanto ainda o tem.

Jonathan não se parecia em nada com os outros dois irmãos.

Sob o ralo cabelo castanho-escuro, a testa era demasiado grande e quadrada e os olhos muito separados.

A mãe soubera, logo em seguida, que o rosto do novo filho era a menor das preocupações. Jonathan, informara-lhe o pediatra, tinha uma grave forma de doença congênita do coração.

Se a doença seguisse seu curso, em breve ele contrairia pneumonia. Se sobrevivesse ao primeiro ataque, outros se seguiriam até seu frágil coração parar.

Mais tarde, o especialista disse que, provavelmente, Jonathan nunca poderia andar e nem mesmo sentar-se sem ajuda - e tudo indicava que seria mentalmente deficiente.

Por que haveria de acontecer isto a mim? – Perguntou a mãe, mergulhada em autocomiseração.

Por que logo Jonathan, que era tão desejado por nós?

O doutor Haydem a interrompeu bruscamente:

Que pensa que aconteceria a uma criança como Jonathan se tivesse sido enviada a pais que não a quisessem?

Quanto a acontecer isso a você - falou mais delicadamente - creio que talvez o próprio Jonathan lhe dê a melhor resposta.

As sábias e proféticas palavras daquele verdadeiro médico vieram a se comprovar ao longo dos anos.

Aquele menino da cara gozada, como era chamado pelas outras crianças, provou que era merecedor de todo o amor que seus pais pudessem lhe dar e que também era capaz de amá-los com a mesma intensidade.

Superadas foram todas as expectativas de falência de Jonathan.

Ele, amparado pela família, superou as dificuldades e limitações que se havia imposto em outras existências...

Lutou e sofreu, mas carregou a cruz que ele próprio tinha construído outrora.

As portas da reencarnação lhe foram abertas como uma nova oportunidade de refazer equívocos e aprender novas lições, e ele soube valorizar...

Quando os colegas lhe perguntavam sobre as grossas cicatrizes cirúrgicas que tinha por todo o corpo, ele respondia bem humorado: São meus zíperes para deixar os médicos entrarem e saírem com mais facilidade.

* * *

A história de Jonathan foi escrita por sua mãe, Florence Kirk, em 1965.

Naquela época, embora os recursos da medicina não estivessem tão avançados quanto hoje, houve um médico que soube honrar seu juramento de lutar pela vida, ainda que todas as evidências fossem favoráveis à morte...

Jonathan, mesmo em estado de feto no útero materno, já trazia as deficiências que expressou ao nascer, mas teve a sua chance de lutar pela vida...

Será que hoje, quando grande parte dos médicos se esqueceu dos seus juramentos e elimina os fetos com má formação, Jonathan teria a mesma oportunidade?

Nos dias atuais, a medicina está tão avançada que permite que o feto seja tratado ainda no ventre materno.

Eis aí o grande desafio para os especialistas: Matar, nunca.


_Redação do Momento Espírita_

Reeditando o Amor


Quando Kate e Chris ficaram muito idosos e necessitaram de cuidados especiais, foram recolhidos a um asilo onde Jane era enfermeira.

Muitas vezes, os dois eram vistos olhando os álbuns de fotografias. Kate mostrava, com orgulho, retratos antigos em que Chris aparecia alto, louro e alinhado. E ela, aparecia morena, sorridente e muito bonita.

Era lindo vê-los juntos. Dois namorados lembrando alegremente a sua história. Passeavam de mãos dadas pelos corredores do asilo e todas as enfermeiras comentavam o que seria de qualquer um deles, quando o outro se fosse.

Chris tinha especial carinho com Kate. À hora de dormir, Chris a ajudava passar da cadeira para a cama e ajeitava as cobertas ao redor do corpo frágil.

Depois, ele desligava a luz, se curvava docemente e a beijava, acariciando seu rosto. Levantava a grade lateral da cama. Os dois sorriam.

Em seguida, ele se dirigia para sua cama, no outro extremo do quarto. Eram as regras do asilo.

Quanto apreciariam dormirem na mesma cama, juntos. Um costume que os confortara a vida toda.

Um dia, Chris não despertou. Um ataque cardíaco, em plena noite, o transferiu para a outra vida.

Toda a enfermagem redobrou cuidados com Kate. Ela parecia confusa e perdida. Ficava longo tempo com o olhar parado, a fitar o nada.

De outras, tomava os álbuns de fotografias e ficava acariciando as fotos de Chris.

A pior parte do dia era a hora de dormir. Kate pedira para dormir na cama do marido. Entretanto, tinha dificuldades para conciliar o sono.

Certa noite, Jane teve uma ideia. Depois de a ter colocado na cama, ajeitado as cobertas, levantado a grade lateral, acariciou seu rosto e debruçando-se, a beijou, dizendo: Boa noite, querida.

Foi como se uma comporta se abrisse. Lágrimas caíram pelo rosto de Kate.

Chris sempre me dava um beijo de boa noite. Sinto tanta falta dele. Tanta falta do beijo que ele me dava na hora de dormir.

E, enquanto a enfermeira lhe enxugava as lágrimas, Kate continuou:

Sem o beijo dele parece que eu não estou indo dormir. Muito obrigada por me dar um beijo.

Sabe, continuou, Chris costumava cantar para mim. Eu deito aqui à noite e penso nisso. Na canção que ele cantava aos meus ouvidos.

E como era? - Perguntou Jane.

Kate sorriu, segurou a mão da enfermeira, limpou a garganta. E, com sua voz pequena, mas ainda melodiosa, cantou: Me beije, meu amor, e então nos separaremos. E quando eu estiver muito velha para sonhar, este beijo estará bem vivo no meu coração.

* * *

Os anos podem vincar a face, desenhando sulcos. Os anos podem tornar os cabelos grisalhos e transformar moças ligeiras em senhoras que demoram um pouco mais para trocar o passo.

Os anos podem transformar um jovem robusto em um velho sábio. Mas o que melhor fazem os anos é tornar o amor maduro, duradouro, profundo.

Por isso, se você tiver avós por perto, seus ou de outros, não esqueça de lhes atender as necessidades primordiais do coração.

Especialmente, se estão sós, porque o companheiro ou companheira já realizou a sua maior e grande viagem para o Além.

Pense que mais do que alimento, remédio, agasalho e teto, eles precisam de amor. Um gesto de ternura que reproduza os tantos que os alimentaram um ao outro, durante o longo percurso das suas tão proveitosas vidas.


*Redação do Momento Espírita*

domingo

Jesus e a Tolerância


Em termos de psicologia profunda, a questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade em relação àquele que erra. 

O problema do pecado pertence a quem o pratica, que se encontra,a partir daí, incurso em doloroso processo de auto-flagelação, buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na economia da consciência. 

A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades desprezíveis, causadoras de desgraças de vária ordem. 

Entalhada nos painéis profundos da individualidade, programa,por automatismos, os processos reparadores para si mesma. 

Toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos arbitrários, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o acusador.
 
Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, realiza um fenômeno de projeção da sua sombra em forma de auto-justificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas. 

A tolerância, em razão disso, a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer. 

Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos ocultos de vingança-prazer em constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.
 
Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia. Certamente, há tribunais e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregados 
dos processos que envolvem os delituosos. 

E os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, se não mais graves. 

O julgamento pessoal, que ignora as causas dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda "lobo" do seu irmão. 

O Mestre estabeleceu a formosa imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão, e no entanto vê o cisco no olho do seu próximo. 

A proposta é rigorosa, portadora de claridade evidente, que não concede pauta a qualquer fuga de responsabilidade. 

Ele próprio, diante da multidão aflita, equivocada, perversa, insana,ao invés de a julgar, "tomou-se de compaixão" e ajudou-a. 

Naturalmente não solucionou todos os problemas, nem atendeu a todos, como eles o desejavam. 

Apesar de tudo, compadecido, os amou, envolvendo-os em ternura e ensinando-lhes as técnicas de libertação para adquirirem a paz. 

Pensamento:

Tem compaixão por quem cai. 
A consciência dele será o seu juiz. 
Ajuda aquele que tomba. 
Sua fraqueza já lhe constitui punição. 
Tolera o infrator. 
Ele é o teu futuro, caso não disponhas de forças para prosseguir bem. 
A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará 
na medida emocional de compaixão que receberás, 
quando chegar a tua vez, já que ninguém é perfeito. 

*Redação do Momento Espírita*

Paz a todos!!

domingo

Os braços de meu pai


“Haverá lugar mais seguro no mundo, do que os braços de meu pai? 

Haverá abraço mais forte, presença mais certa, do que a certeza de meu pai? 

Depois de partir tantas vezes, depois de lutar tantas vezes, haverá outro lar para onde eu possa voltar, senão para a mansão do coração de meu pai? 

Haverá professor mais dedicado, médico mais experiente, conselheiro mais sábio do que este? 

Haverá olhos mais zelosos, ouvidos mais atentos, lágrimas mais sentidas, sorrisos mais serenos do que os dele? 

Existirá mais alguém no mundo que lute por mim como ele? 

Que se esqueça de suas necessidades pensando nas minhas? 

Que esteja lá, em qualquer lugar, a qualquer hora, por seu filho? 

Existirá mais alguém no mundo que renuncie a seus sonhos pessoais por mim, e que chegue até a tornar os meus sonhares os seus próprios, por muito me amar, e por muito querer me ver feliz? 

Existirá alguém? 

Raros são os corações como o dele. Raro como a chuva durante a estiagem. Raro como o sol nas noites eternas dos pólos terrenos.” 

Nossos pais são únicos. São destas almas que Deus, em sua bondade sem fim, coloca em nossas vidas, para torná-las completas. 

Nossos pais são únicos. São as estrelas que permanecem no firmamento, dando-nos a beleza e a luz da noite, sem nada exigir em troca. 

São tão valorosos, que mesmo após se tornarem invisíveis aos olhos, e serem vistos apenas em fotografias e sonhos, continuam conosco, com o amor de sempre, com o abraço seguro de todas as horas. 

É por tudo isso que preciso lhe dizer, pai, não somente hoje, mais em todas as manhãs que a vida nos proporcionar; que se meus passos são mais certos hoje, é porque souberam acompanhar os seus; que se hoje sou mais responsável, é porque minha responsabilidade se espelhou na sua; e que se hoje sonho em ser pai, é porque tive em você a maior de todas as inspirações.
 
Não sabemos ao certo o tempo em que estaremos juntos, aqui, nesta jornada, mas saiba que nada me fará mais feliz no futuro do que reencontrá-lo, tantas e tantas vezes, em tantas e tantas vidas, porque jamais existirá lugar mais seguro no mundo, do que os seus braços, meu pai querido. 

Minhas preces têm em seus versos o seu nome. 

Meu espelho tem as feições que seu semblante me emprestou. 

Minha fé tem a sua certeza, a sua confiança. 

Meu coração tem as sementes das suas virtudes, e o livro da história de minha felicidade, tem em todas suas páginas, a palavra “pai”. 


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no poema “Os braços de meu pai”

 *autor desconhecido*

sábado

Aprenda a Calar


Redação do Momento Espírita, com base em mensagem 
do Espírito Stephano psicografada por Marie-Chantal Dufour
Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação, em 14/03/2005.

Paz!

terça-feira

Lágrimas Palavras da Alma


Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.

Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.

Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.

As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.

Em alguns momentos, elas contam histórias de dores, mas também têm na sua essência, algo de belo.

Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.

Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece. Emocionamo-nos percebendo a grandeza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d'água ou de um arco-íris.

Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.

Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.

Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.

Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.

Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade, pela dor do erro cometido e do arrependimento.

Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos. Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.

* * *

Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria, nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.

Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.

E, quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o mesmo motivo que nos move.

Que o movimento seja no sentido da modificação íntima. Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.

Redação do Momento Espírita.

Paz!

sexta-feira

Janelas da Alma


O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que filtram os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias.


De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter significação que nem sempre corresponde à realidade.

Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz.

Na área do relacionamento humano as ocorrências também assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas.

É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação a eles.

Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de observar bem os sucessos da caminhada humana.

De acordo com a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vive-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis.

Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando o uso de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação.

Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu cortejo de ocorrências.

O amor te facultará ampliar o círculo de afetividade, abençoando os teus amigos com a cortesia, os estímulos encorajadores e a tranqüilidade.

A bondade irrigará de esperança os corações ressequidos pelos sofrimentos e as emoções despedaçadas pela aflição que se te acerquem.

O perdão constituirá a tua força revigoradora colocada a benefício do delinqüente, do mau, do alucinado, que te busquem.

A ternura espraiará o perfume reconfortante da tua afabilidade, levantando os caídos e segurando os trôpegos, de modo a impedir-lhes a queda, quando próximos de ti.

As janelas da alma são espaços felizes para que se espalhe a luz, e se realize a comunhão com o bem.


***


Esta mensagem nos convida a refletir sobre uma realidade especial: a realidade de que tudo na vida conspira a nosso favor; isto é, tudo trabalha para o nosso crescimento íntimo, e que nada que nos acontece visa nosso mal, embora muitas vezes possa parecer assim.

Abrir janelas na alma é tornar-se apto a descobrir essas novas realidades, que se bem compreendidas, tornam nosso viver menos árduo.

A lei de causa e efeito existe para nos educar, e não para nos punir...

A lei da reencarnação existe para nos dar novas oportunidades, e não para nos fazer sofrer...

A lei do amor existe para nos fazer feliz, pois só haverá júbilo em nossa alma quando concedermos a outros este mesmo sentir – eis o que chamamos “caridade”.

Abre janelas em tua alma, uma a cada dia, e deixa o sol da compreensão entrar.

Abre janelas em tua alma e concede-te sonhar, e continuar rumando em busca do sonho.

Abre janelas em tua alma e mostra ao mundo as muitas belezas que já existem lá. Podes até achar que não existem, mas tenha plena certeza de que sim... Elas estão lá...

Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do texto “Janelas na alma”, de Joanna de Ângelis, da obra “Momentos de Felicidade” psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Paz... 

quinta-feira

Onde estás, ó Deus, que não respondes!


Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema Vozes da África. É o lamento do Continente Africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!

Em que mundo, em qu´estrela tu t'escondes

Embuçado nos céus?

Há dois mil anos Te mandei meu grito,

Que embalde, desde então, corre o infinito...

Onde estás, senhor Deus?

À semelhança dos versos do poeta, muitas vozes se ergueram quando aconteceu o 11 de setembro de 2001, para indagar onde estava Deus naquele momento.

Por que permitiu que mais de duas mil vidas fossem destroçadas naquela manhã?

Por quê?

Poder-se-ia perguntar ainda onde estava Deus quando fomentamos a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

Quando eliminamos seis milhões de judeus, em nome de uma inexistente superioridade ariana.

E quando empreendemos as Cruzadas, levando a morte àqueles que qualificávamos como infiéis?

E durante a Inquisição de tanta barbárie?

E todos os dias, onde está Deus?

Onde está Deus quando enganamos nosso irmão? Quando mentimos para conseguir favores que desejamos?

Quando desonramos o lar, com o adultério? Quando eliminamos a vida no ventre materno, porque não desejamos o ser em gestação?

Onde está Deus quando deixamos nossos filhos à matroca, sem orientação, porque preferimos a acomodação?

Onde está Deus quando, utilizando o poder que o mundo nos confere, ferimos pessoas, destruímos a honra de outras vidas?

Onde está Deus quando levantamos as bandeiras da pena de morte ao nosso irmão? Ou da eutanásia?

Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: Deus está dentro de nós, dentro de cada criatura.

Soberanamente sábio, criou-nos a todos iguais, partindo de um mesmo ponto de simplicidade e ignorância.

Criou os mundos para que neles trabalhássemos, utilizássemos nossas forças e crescêssemos em intelecto e moral.

A ninguém concedeu privilégios. A todos concedeu o livre-arbítrio, com a consequente Lei de Causa e Efeito.

Estabeleceu que a cada um será dado conforme as suas obras e que todos deverão chegar ao mesmo destino, não importa quanto demore: a perfeição.

Ele nos permite a livre semeadura, mas estabelece que a colheita seja obrigatória.

Por isso, uns semeiam ventos e colhem tempestades. Outros lançam ao solo as sementes da bondade, do bem e alcançam felicidade.

Uns estão semeando hoje. Outros tantos estão realizando a colheita das bênçãos ou das desgraças que se permitiram semear.

Conhecedor das fragilidades de Seus filhos, aguarda que cada um desperte, a seu tempo, cansado das dores que para si mesmo conseguiu.

Portanto, não indague onde está Deus, quando você contemple a injustiça. Trabalhe pela justiça.

Não pergunte onde está Deus, quando observe a violência. Semeie a paz.

Não questione onde está Deus quando a miséria campeia. Utilize seus recursos para semear riquezas.

Enfim, onde quer que você esteja, lembre que Deus está em você e com você. E espera que você seja o Seu mensageiro de bênçãos, onde se encontre.

Pense nisso. Pense agora e comece a demonstrar ao mundo o Deus que existe em sua intimidade.

Redação do Momento Espírita.

quarta-feira

A Casa Mental

Nossa mente é como uma casa. Pode ser grandiosa ou pequenina, suja ou cuidadosamente limpa. Depende de nós.

Você já observou como agimos com relação aos pensamentos que cultivamos?

Em geral, não temos com a mente o cuidado que costumamos dispensar aos ambientes em que vivemos ou trabalhamos.

Quem pensaria em deixar sua casa ou escritório cheio de sujeira, acumulando lixo ou tomado por ratos e insetos?

Certamente ninguém.

No entanto, com a casa mental somos menos atenciosos. É que permitimos que pensamentos infelizes e maus sentimentos encontrem morada em nosso coração.

E como fazemos isso?

Agimos assim quando permitimos que tenham livre acesso às nossas mentes os pensamentos de revolta, inveja, ciúme, ódio.

Ou quando cultivamos desejo de vingança, rancor e infelicidade.

Nesses momentos, é como se enchêssemos de sujeira a mente. Uma pesada camada de pó cobre a alegria e impede que estejamos em paz.

Além da angústia que traz, a mente atormentada influencia diretamente o corpo, acarretando doenças e sofrimentos desnecessários.

E pior: contribui para o isolamento.

Sim, porque as pessoas percebem quando não estamos bem espiritualmente.

O azedume de nossas palavras, o rosto contraído, tudo faz com que os outros desejem se afastar de nós, agravando nossa infelicidade.

E o que fazer para impedir que isso aconteça?

A resposta foi dada por Jesus: Orar e vigiar.

A vigilância é essencial para quem deseja a mente saudável.

Nossa tarefa é observar cada pensamento que se infiltra, analisar a natureza dos sentimentos que surgem.

E, principalmente, estar alerta para arrancar como erva daninha tudo o que possa nos prejudicar.

Dado esse primeiro passo que é a vigilância, é importantíssimo estar atento para a segunda recomendação de Jesus: a oração.

Quando identificamos dentro de nós os feios sentimentos, as más palavras e os pensamentos desequilibrados, sempre podemos recorrer à oração.

A prece é um pedido de socorro que dirigimos ao Divino Pai. Quando nos sentimos frágeis para combater os pensamentos infelizes, é hora de pedir auxílio a Deus.

É tempo de falar a Ele sobre a fraqueza que carregamos ou a tristeza que nos abate. É o momento de pedir força moral.

E o Pai dos Céus nos enviará o auxílio necessário.

Mas... de nossa parte, é importante não haver acomodação. É preciso trabalhar para ser merecedor da ajuda que Deus nos manda.

Como fazer isso? Contrapondo a cada mau pensamento os vários antídotos que temos à nossa disposição: as boas atitudes, o sorriso, a alegria, as boas leituras.

Em vez da maledicência, a boa palavra, as conversas saudáveis.

No lugar da crítica ácida, optar pelo elogio ou pela observação construtiva.

Se surgir um pensamento infeliz, combatê-lo com firmeza.

* * *

Não se deixe escravizar.

Se alguém o ofender ou fizer mal, procure perdoar, esquecer. E peça a Deus a oportunidade de ser útil a essa pessoa.

Não esqueça: todo dia é excelente oportunidade para iniciar a limpeza da casa mental. Comece agora mesmo.

Redação do Momento Espírita.

Luz do Mundo



Paz a todos...