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segunda-feira

A Saúde e o Poder da Fé


Jesus afirmou que aquele que tivesse fé do tamanho de um grão de mostarda, moveria uma montanha. Outros grandes mestres espirituais do passado também evidenciaram o poder da fé.

Hoje, não apenas espiritualistas afirmam a importância deste atributo do espírito, mas médicos do mundo inteiro levantam debates atestando o papel que a fé e a espiritualidade exercem no processo de cura e recuperação de doenças.

Na verdade, a medicina oriental já vem, há milhares de anos, tratando o Homem de forma holística – espírito e corpo – ao contrário da medicina no Ocidente, que vê o ser humano como resultado de processos químicos e biológicos.

O corpo é um veículo e quem o dirige é o espírito que nele está encarnado. O espírito pré-existe e sobrevive à morte do corpo físico e quando reencarna, traz em seu subconsciente toda a bagagem adquirida em vivências passadas, sejam elas proveitosas ou dolorosas.

Entre o espírito e o corpo físico existem outros corpos intermediários, mais sutis, além dos centros de força (chakras) e das nadis, responsáveis em fazer a captação, irradiação e distribuição de energias, provenientes tanto do meio “externo” (fazemos parte do “Todo”, não estamos separados do meio em que vivemos) quanto do próprio espírito. Quando estas energias não fluem livremente, o corpo adoece. Esta lei é conhecida como psicossomatismo, ou seja, a influência da mente e das emoções em nosso campo energético e, consequentemente, a influência deste campo (equilibrado ou não) em nosso corpo físico.

Para mantermos nosso corpo saudável, além dos cuidados básicos (com alimentação etc), é preciso cultivarmos valores espirituais que nos ajudem a compreender melhor a vida, evitando o sofrimento com os infortúnios pelos quais passamos. Uma mente serena regula a respiração, os batimentos cardíacos e o metabolismo do corpo. E quem consegue viver com serenidade sem fé? (fé é uma certeza interna, e não tem ligação, necessariamente, com crenças religiosas). Portanto, o que importa não é tanto a religião adotada, mas, sim, como trabalhamos nossa espiritualidade.

Pesquisas realizadas nos EUA comprovaram que pacientes que receberam preces, mesmo sem saber disto, se recuperaram mais rápido de doenças do que aqueles que não receberam orações. Ou seja, orar por terceiros também produz resultados. Isso fez com que médicos do mundo todo começassem a repensar o papel da religiosidade na vida do paciente, a ponto de discutirem sobre como abordar o assunto na hora do tratamento, sem interferir em suas crenças.

Como vimos, a fé está modificando antigos paradigmas na medicina, ou melhor, está movendo montanhas!

quarta-feira

Mentores Espirituais


Muitos espiritualistas têm uma visão equivocada sobre a tarefa dos nossos amigos espirituais, chamados de mentores, guias, amparadores, anjos da guarda, etc. Tratam os benfeitores como se fossem babás ou guarda-costas particulares e acham que eles estão ao nosso dispor o tempo todo, nos acompanhando sempre que quisermos. Será que é assim que acontece, mesmo, ou é só carência da nossa parte?

Allan Kardec abordou este assunto em O Livro dos Espíritos. Na questão 491, pela tradução de Salvador Gentile (IDE), lemos:

“Qual é a missão do Espírito protetor?

– A de um pai sobre seus filhos: guiar seu protegido no bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolar suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.”

É aí que temos de tomar cuidado para não interpretarmos mal. O conceito de um Deus-pai, tão fortemente arraigado na cultura e religiosidade ocidental, também aparece na obra kardequiana, devido à influência que a moral cristã tem sobre a obra.

A ideia de pai, aqui, se refere ao sentimento de carinho e, ao mesmo tempo, à postura de quem tem mais experiência para nos auxiliar. Mas, se relermos a resposta atentamente, veremos que em nenhum momento diz que a missão dos espíritos protetores é a de “fazer tudo pelo sucesso financeiro, amoroso, etc. do protegido; protegê-lo de todas as encrencas em que ele mesmo se mete; assumir a culpa pelos desequilíbrios psicoemocionais do protegido; livrá-lo dos vícios que ele mesmo faz questão de manter; dizer o que deve fazer na vida, acabando com o livre-arbítrio do protegido; fazer as escolhas que compete ao encarnado fazer, eximindo-o de toda responsabilidade e, consequentemente, de todo aprendizado; etc.” É isso o que diz a questão 491?

Mais adiante, na questão 495, lemos:

“O Espírito protetor abandona alguma vezes seu protegido quando este é rebelde aos seus conselhos?

– Ele se afasta quando vê seus conselhos inúteis, e que a vontade de sofrer a influência dos Espíritos inferiores é mais forte. Todavia, não o abandona completamente, e se faz sempre ouvir, sendo, então, o homem que fecha os ouvidos. Ele retorna, desde que chamado. (...)”

Como podemos ver, as escolhas – boas ou ruins – são sempre nossas. Por mais que um guia espiritual possa te inspirar, por mais que um assediador possa te induzir ou um obsessor te prejudicar, é sempre nós que fazemos as escolhas, porque espírito algum tem poder para lhe tirar o livre-arbítrio.

Tem gente que se pergunta: “Puxa! Por que ‘meu’ guia espiritual me deixou entrar nessa roubada...” Pois é! Talvez algum benfeitor espiritual tenha tentado te inspirar; possivelmente, sua própria consciência tenha mostrado como deveria agir... mas, seus vícios, fraquezas, comodismo, vaidade, egoísmo, raiva, mágoa, etc. tenham sido mais fortes do que a voz do seu querido “anjo da guarda”.

Lembre-se: semelhante atrai semelhante. Se você quer tanto desfrutar a presença dos benfeitores espirituais, seja em determinados momentos do dia (ninguém está à nossa disposição o tempo todo) ou durante a emancipação da alma (viagem astral), procure estar em sintonia psicoemocional com eles. Caso contrário, eles até poderão estar ao seu lado, mas você não perceberá a presença deles. E isso pode ocorrer após a morte do corpo físico também. O fato de estar desencarnado não significa que você pode interagir com seu guia espiritual, se não estiver na mesma sintonia e receptivo à presença dele.
Paz e luz!