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sexta-feira

Abnçoa Senhor


ABENÇOA SENHOR

Abençoa, Senhor, esta Casa singela,
Onde a luz do Evangelho esplende, soberana,
E onde encontra guarida a imensa caravana
Dos tristes corações que a prova desmantela.

Neste pouso de paz onde a fé nos irmana,
Em torno do Ideal que ao mundo se revela,
A Caridade é sempre atenta sentinela,
Estendendo os seus braços à penúria humana.

Neste recanto amigo, à margem do caminho,
Ninguém procura em vão o conforto e o carinho,
Cansado de bater, chorando, porta em porta...

Porquanto a Tua voz na voz de quem ensina,
A mensagem de amor da Celeste Doutrina,
A renovar no bem a vida nos exorta!...

Auta de Souza

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. 
Da obra: Confia e Serve.Ditado pelo Espírito Auta de Souza. IDE.


domingo

Zoraide


ZORAIDE

Perdera um filho amado, um sonho em primavera...
Pergunta a soluçar entre suplício e pranto:
- "Por quê? Por que, meu Deus, o filho que amo tanto?"
Segue o filho, a gemer na dor que a dilacera.

Volta, de novo, ao lar!... É a família que espera,
Tem dever a cumprir mesmo banhada em pranto...
No outro dia, é servir ao bem, de canto a canto,
No Templo em luz e paz, que a conforta e venera.

O tempo passa lento... Amargura, saudade...
Resguarda o amor de Mãe sem que nada o degrade...
Cai gravemente enferma... Enxerga doce brilho!...

Ante o supremo instante, em névoa cor de opala,
eis que o filho lhe diz: - "Minha mãe, vim buscá-la."
E ela parte a gritar: - "Ah! meu filho!... Meu filho!..."


AUTA DE SOUZA

(Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da noite de 23 de maio de 1987, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas Gerais).
(Homenagem à irmã Zoraide que, por muito tempo serviu ao Senhor Jesus, notadamente na Casa Espírita "Bittencourt Sampaio", nesta cidade, desencarnada em 17 de maio de 1987).
NOTA: Da. Zoraide Mendonça dos Santos, nascida na cidade de Sacramento-MG, em 3-12-1921, foi um dos fundadores da Casa Espírita "Bittencourt Sampaio", em Uberaba, que presidiu durante muitos anos. Com o súbito desencarne de Reginaldo, um de seus 5 filhos, ocorrido há 26 anos (21-1-1961), soube transformar a saudade em esperança, construindo em terreno que pertencia ao filho amado, junto a um grupo de amigos, a benemérita instituição que considerava por prolongamento do seu próprio lar.

A Casa Espírita "Bittencourt Sampaio", fundada em 18-6-1961, conta hoje com inúmeros departamentos doutrinários e assistenciais. Entre eles, citamos o Grupo Espírita "Pão Nosso", o Lar da "Paz de Jesus" e o Lar Espírita "Pedro e Paulo".
O belíssimo soneto de nossa estimada Auta de Souza, recebido pelo médium Chico Xavier, seis dias após o desencarne de Da. Zoraide, homenageando-a, é uma síntese das muitas lutas que a nossa inesquecível irmã superou com amor ao trabalho e confiança em Deus, deixando-nos exemplos que jamais haveremos de esquecer em nossa jornada terrestre.

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Brilhe Vossa Luz. Ditado pelo Espírito Auta de Souza. 4 edição. Capítulo 23. Araras, SP: IDE. 1987. 

 abçs, 
 

segunda-feira

Enquanto é Dia


ENQUANTO É DIA


Segue os passos do Mestre enquanto é dia...
Sobe do escuro vale para o monte,
Que a coroa de lágrimas te aponte
A vitória da crença que porfia.


Não te detenhas na escabrosa via
E que a taça de fel não te amedronte.
Louva o madeiro que te dobra a fronte
Para estrada cruel, áspera e fria.


Enquanto há sol, avança na subida,
De alma desfalecente e consumida,
Bendizendo a martírio que te eleva!


Seja a Luz tua excelsa recompensa,
Porque a noite da morte é triste e densa
Para aqueles que dormem sob a treva.


Auta de Souza
 
Livro: “Cartas do Coração” 
– Psicografia Francisco Cândido Xavier – 
Espíritos Diversos
 
abçs,

soninha

terça-feira

Flores


FLORES

Quando começa a raiar
O dia cheio de amor,
Eu gosto de contemplar
O coração de uma flor,

Desmaiada e tremulante,
Pendendo triste no galho,
Tendo o pistilo brilhante
Embalsamado de orvalho:

A rosa só me parece,
Assim tão casta e sem véu,
Um anjo rezando a prece
Um’alma voando ao Céu.

Do jasmim puro e mimoso,
A corola embranquecida,
É como um seio formoso
De criança adormecida.

Esqueço-me, então, das horas
A contemplar estas flores,
As violetas, auroras,
Saudades, lindos amores.

A Leopoldina e Rosa Monteiro

Auta de Souza- 1894

bjs,soninha